Consignado CLT: novas regras, portabilidade e FGTS como garantia

Uma modalidade em expansão
O Consignado CLT, lançado em março, consolidou-se como a primeira modalidade de desconto em folha voltada a empregados do setor privado em escala nacional. Em poucos meses, já superou R$ 30 bilhões liberados, alcançando mais de 4,2 milhões de trabalhadores.
Antes dele, a única opção era o consignado via convênios entre empresas e bancos, modelo restrito, sem portabilidade e com taxas pouco competitivas. Agora, com a estrutura oficial, o trabalhador CLT passa a ter condições mais próximas às de aposentados e servidores, mas ainda em fase de ajustes.
Novidades no funcionamento
Embora lançado em março, o programa vinha operando de forma limitada, sem os recursos prometidos. As funcionalidades começaram a ser liberadas apenas agora:
- Transferência de contratos antigos: desde 21/08, mais de 4 milhões de operações feitas pelas regras anteriores estão sendo migradas para o novo sistema. O processo deve ser concluído até novembro.
- Troca de instituição e refinanciamento: válidos desde 25/08, inicialmente realizados diretamente nos bancos.
- Portabilidade digital: via Carteira de Trabalho Digital, só deve funcionar em outubro.
- Vinculação do FGTS: a partir de novembro, até 10% do saldo e 40% da multa rescisória poderão ser usados como segurança extra nas operações.
Custos e comparativos
De acordo com o Banco Central, a taxa média dessa modalidade em junho foi de 3,79% ao mês. O percentual ainda é maior do que o aplicado a aposentados (1,83%) e servidores (1,84%), mas bem inferior a linhas comuns como:
- Empréstimo pessoal: 6,32% ao mês
- Cheque especial: 7,47% ao mês
- Rotativo do cartão: 15,11% ao mês
O BC também divulgou levantamento com taxas variando entre 1,47% e 6,1% ao mês, dependendo do banco. Essa amplitude reforça a importância de comparar condições antes de fechar negócio, algo que ficará mais simples com a portabilidade digital.
FGTS como diferencial
A possibilidade de vincular parte do FGTS às operações é considerada o principal avanço. Ao oferecer parte do fundo como segurança, os bancos ganham previsibilidade, o que deve contribuir para a redução das taxas.
Esse formato se aproxima da já conhecida antecipação do saque-aniversário, onde parcelas futuras do FGTS funcionam como lastro. A diferença é que, no consignado CLT, essa proteção se soma ao desconto em folha, ampliando a garantia para as instituições.
Ausência de teto nos juros
Diferente do consignado do INSS, o modelo para trabalhadores CLT não conta com limite oficial de taxas. Cada instituição define seus valores conforme o perfil do cliente.
A Febraban sustenta que a concorrência e a vinculação do FGTS devem, por si só, pressionar os custos para baixo. O governo, porém, já sinalizou que poderá fixar limites se identificar práticas abusivas.
Como o trabalhador deve se orientar
Para quem está empregado sob regime CLT, essa nova modalidade pode ser uma saída para substituir dívidas mais caras por opções menos pesadas no orçamento. Especialistas sugerem:
- Usar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital para comparar propostas.
- Observar o CET (Custo Efetivo Total), e não apenas a taxa nominal.
- Avaliar se a antecipação do FGTS pode ser mais adequada em situações de curto prazo.
- Não comprometer parcela excessiva da renda ou do fundo, preservando margem de segurança financeira.
Conclusão
O Consignado CLT entra em nova fase: com portabilidade, refinanciamento e a possibilidade de usar o FGTS como proteção, o trabalhador finalmente terá acesso a um ambiente competitivo, com mais escolhas e potencial de redução de taxas.
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Publicado para: Pegatroco
em: 25/08/2025